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Conflitos familiares na vida de jovens e adolescentes

  • Foto do escritor: Katherine P. Legrazie
    Katherine P. Legrazie
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Os conflitos familiares fazem parte do desenvolvimento de jovens e adolescentes e tendem a se intensificar nesse período marcado por mudanças físicas, emocionais e psíquicas. Discussões, desentendimentos e tensões no ambiente familiar nem sempre indicam um problema grave, mas podem gerar sofrimento quando se tornam constantes ou difíceis de elaborar.


A adolescência como fase de transformações

A adolescência é um momento de construção da identidade e de busca por autonomia. O jovem passa a questionar regras, valores e a autoridade dos pais, ao mesmo tempo em que ainda necessita de cuidado e referência. Esse movimento ambivalente, querer se afastar e, ao mesmo tempo, continuar pertencendo, costuma estar na base de muitos conflitos familiares.


Dificuldades de comunicação

Um dos conflitos mais frequentes entre pais e filhos está relacionado à comunicação. Muitos jovens sentem que não são ouvidos ou compreendidos, enquanto os pais percebem respostas fechadas, silêncio ou irritabilidade. Quando o diálogo se fragiliza, mal-entendidos e ressentimentos podem se intensificar.


Limites, regras e autonomia

Questões envolvendo horários, estudos, uso do celular, amizades e responsabilidades costumam gerar embates no cotidiano familiar. Para o jovem, as regras podem ser vividas como controle excessivo; para os pais, como formas de proteção. A dificuldade em negociar limites pode aumentar tensões e afastamentos.


Expectativas e cobranças familiares

Expectativas relacionadas ao desempenho escolar, escolhas profissionais e comportamento podem gerar pressão e ansiedade. Muitos jovens relatam medo de decepcionar os pais ou sensação de não corresponder ao que é esperado, o que pode impactar a autoestima e a relação familiar.


Impactos emocionais dos conflitos

Conflitos familiares intensos ou prolongados podem contribuir para sentimentos de angústia, tristeza, raiva e isolamento. Em alguns casos, o jovem pode apresentar mudanças de comportamento, queda no rendimento escolar ou dificuldade nos relacionamentos fora de casa.


O olhar da Psicologia Clínica e da Psicanálise

Na Psicologia Clínica, especialmente na abordagem psicanalítica, os conflitos familiares são compreendidos como parte do processo de constituição do sujeito. A escuta terapêutica possibilita ao jovem falar sobre suas vivências, elaborar sentimentos contraditórios e encontrar formas singulares de se posicionar nas relações familiares.


A importância do cuidado e do diálogo

Promover um ambiente de diálogo, escuta e respeito às diferenças é fundamental para atravessar essa fase. Quando os conflitos se tornam fonte de sofrimento intenso ou persistente, a psicoterapia pode oferecer um espaço seguro para elaboração emocional, contribuindo para relações familiares mais saudáveis.

Cuidar dos vínculos familiares é também cuidar da saúde emocional de jovens e adolescentes, reconhecendo que conflitos fazem parte do crescimento, mas não precisam ser vividos em solidão.

 
 
 

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  • @psi.katherinelegrazie

© 2024 por Katherine P. Legrazie

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